04/12/2009 10:41
Eu não sei se infectei alguém, porque também não se preocuparam em saber se me infectaram
Ridículo, é a palavra!
Dias atrás passou num dos canais da televisão Portuguesa uma reportagem sobre um indivíduo que se dizia seropositivo.
Ate aqui estamos todos bem, pois estávamos perto de recordar o dia internacional da luta contra a infecção pelo VIH/Sida, e como é norma tem sempre uma ou outra reportagem que nos dá uma imagem de como está a situação no momento.
Mas depois toda a reportagem surge numa visão do coitadinho, do "pobre de mim que me infectaram".
Sempre ouvi dizer que para dançar o tango são preciso dois, logo em pleno século XXI com toda a informação disponível, as pessoas "não são infectadas" mas, geralmente, "infectam-se", e embora pareça a mesma coisa, não o é!
Se este senhor está infectado é porque ele não tomou as devidas precauções, é porque ele não se soube proteger e como tal não precisa de vir dizer que o infectaram e que ele é um pobre coitado.
Faltou sem dúvida no inicio do discurso sobre o VIH em Portugal, uma atitude mais assertiva, que não tivesse sido um conjunto de políticas e acções baseadas no preconceito, e por isso muitas pessoas nem deram conta do que de facto se estava a falar, e numa postura tipicamente Portuguesa, foi-se facilitando e acreditando que era uma coisa "dos outros", particularmente dos maricas, ou de pessoas promíscuas (ainda hoje alguna pensam ser sinónimos), e que por isso a outra parte não precisava de protege-se, por isto ou aquilo.
Assim este senhor de que vos falo representa um papel ridículo, uma postura que nem no tempo do AZT se viu. Para quem não sabe ou não se recorda o AZT era a única medicação contra o VIH/SIDA no início da guerra contra este vírus e tinha extremos efeitos secundários mas que, mesmo assim, conseguiu prolongar a vida de muitas pessoas nos finais dos anos 80 dando uma esperança de vida e não uma sentença de morte.
O comentário de que dói muito tomar a medicação para o VIH é mais que uma inverdade: é um insulto a todos aqueles que de facto tem tratamentos dolorosos, como por exemplo os pacientes de cancro. O tratamento actual do VIH/SIDA tem, a bem da verdade, alguns efeitos secundários, mas na esmagadora maioria dos pacientes o diálogo com a equipa médica consegue resolver estas situações e os pacientes têm uma vida perfeitamente normal realizando todas as actividades do dia a dia.
E é um insulto ainda maior porque põe em risco a vida do senhor em causa quando se sabe que "deixar a doença andar" não é um bom método para prevenir complicações do VIH/SIDA e que, embora existam pessoas HIV+ que vivem o dia-a-dia sem medicação estas são seguidas regularmente por uma equipa médica que debate caso a caso quais as melhores estratégias terapêuticas.
E é um insulto à inteligência porque é um contra-senso: ao deixar a doença evoluir estão a fechar-se oportunidades de tratamento e as opções terapêuticas começam cada vez a ser mais limitadas, e aí sim: se a única opção disponível tiver efeitos secundários graves os médicos vêem-se com muito limitada capacidade de manobra.
Mas este testemunho é também lamentável, são mais que muitos os testemunhos de pessoas que infectadas, sentem que a vida lhes deu mais uma oportunidade, e aproveitam essa oportunidade para ver a vida de uma forma mais positiva, sendo que a única culpa que apontam é a sua.
Este senhor diz que foi infectado e que agora não quer saber dos outros e por isso não tomou precauções em uma outra situação, afirmou mesmo que já depois de saber que estava seropositivo teve relações desprotegidas, colocando em risco quem com ele se relacionou.
Pessoalmente custa-em a engolir este verdadeiro atentado contra a vida de um ser humano na forma premeditada.
E porque este tipo de tempo de antena trás sempre quem pense que aquilo que ai foi dito seja mesmo assim, aqui fica algumas sugestões.
Os centros CAD existentes no nosso pais fazem testes de forma anónima (inclusivé para estrangeiros), gratuita, e com apoio psicológico!
Não devem ir a correr fazer o teste quando tiverem uma situação de risco, devem aguardar algum tempo que varia de pessoa para pessoa, assim sugere-se que aguardem pelo menos duas a três semanas, e quando forem fazer o teste digam quando foi que
tiveram esse comportamento.
Mas se estiverem mesmo com dúvidas no "dia seguinte" o CAD também está lá para as esclarecer.
Se por ventura o teste der positivo, os CAD normalmente encaminham-vos para o hospital da área, cumpram os concelhos do vosso medico/a e vão ver que além de poderem ter uma vida sem problemas de maior, a medicação é apenas alguns comprimidos, que graças a evolução farmacêutica se pode resumir a uma toma diária.
Para que nada disto se venha a acontecer tenham sempre em mente que todo e qualquer parceiro/a sexual é um potencial portador não só de VIH mas de qualquer outra doença sexualmente transmissível.
Protejam-se e façam o favor de serem felizes.
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03/8/2009 01:33
Sexo anal e condilomas
Pergunta (recebida em
DSTs-Condilomas):
Gostaria de saber como saber se alguem foi contaminado atraves do sexo anal? Se há necessidade de ir ao proctologista ou o ginecologista detecta possível contaminação?
Resposta:
Os condilomas transmitem-se por simples contacto pele com pele. A transmissão é possível mesmo sem haver sexo no sentido estrito da palavra e os condilomas podem-se manifestar quer no exterior quer no interior no anús (e em outras áreas do corpo).
Um proctologista seria a pessoa indicada para verificar se há ou não condilomas no interior do anús.
Convém recordar alguns factos sobre o HPV (o vírus que origina os condilomas):
- Quanto mais cedo forem tratados os condilomas, mais simples é o tratamento
- Como a transmissão pode acontecer com o simples contacto pele com pele o preservativo não é garante de protecção eficaz contra a transmissão
- Em algumas pessoas o vírus pode estar presente sem sintomas
- Segundo alguns estudos uma em cada duas pessoas tem o vírus
- Embora não existam dados concretos que provem que o vírus pode ser eliminado, há dados que indicam claramente que o mesmo deixa de estar activo e ser transmissível após um período mais ou menos longo que depende de pessoa para pessoa
- Há diversos tipos de HPV, no caso das mulheres a infecção por determinados tipos aumentam o risco de desenvolvimento de cancro do colo do útero
Etiquetas: Saúde
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30/7/2009 11:08
Borbulhas no penis
Pergunta:Quando se tem algumas burbulhas acima ou ao redor do penis pode ser alguma infeccao ou DST?
Resposta:
Pode ser que sim, pode ser que não. Há diversas DSTs que se podem manifestar com "borbulhas", mas também há uma situação perfeitamente normal que apresenta uma espécie de borbulhas no pénis.
A situação "boa" são as "glândulas de tyson" e todos os homens as têem, embora sejam mais visíveis em uns que outros (na maioria não se vêem de todos). Aparecem normalmente durante a puberdade e mantêem-se mais ou menos estáveis durante o resto da vida. E isto não é doença (mesmo tendo em conta que nunca aparecem actores porno com glândulas de tyson visíveis, elas andam por aí muito mais do que se pensa).
Mas há muitas outras situações em que uma ou mais "borbulhas" podem ser sinal de doença sexualmente transmissível ou de outro qualquer problema.
Para tirar as dúvidas o melhor é mesmo visitar um urologista que, melhor que ninguém, poderá esclarecer a situação.
Etiquetas: Saúde
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21/7/2009 23:45
Sangue, Insultos e Ciência
O Ministério da Saúde emitiu há dias uma missiva esclarecendo os deputados do Bloco de Esquerda que a exclusão na dádiva de sangue de homens que tivessem tido sexo com homens em Portugal era uma medida com o aval do governo e que advinha da “necessidade de garantir que os potenciais doadores não têm comportamentos de risco”.
Não posso deixar de exprimir a minha repulsa por este tipo de lógica invertida e insultuosa.
Insultuosa porque considera que um homem que tenha tido sexo com outro homem é de alguma forma inferior a um homem que não tenha tido sexo ou tenha tido sexo com milhares de mulheres.
Insultuosa porque ignora os verdadeiros comportamentos de risco concretos como ter múltiplos parceiros anónimos ou ter sexo anal desprotegido (que acontece muito mais vezes entre homens e mulheres do que entre homens) preferindo catalogar todos os homens que não oprimem a sua orientação sexual minoritária.
Insultuosa porque vem dar agora o dito por não dito: no passado o mesmo partido da Senhora Ministra veio a público dizer que não, que não havia nenhuma exclusão de homens que tivessem tido sexo com homens nas dádivas de sangue e que os casos reportados pelas associações eram coisas pontuais… vamos a ver e afinal a Senhora Ministra até está 100% a favor de tal medida.
Insultuosa porque alega não haver “qualquer discriminação fundada na orientação sexual dos potenciais doadores” tentando passar a ideia que a orientação sexual e a actividade sexual dos indivíduos são coisas completamente independentes.
Insultuosa porque ignora as recomendações internacionais de que cada país deve ter a sua própria política de triagem de doadores de sangue tendo em conta as suas próprias particularidades. Deve ser pela mesma razão que a Senhora Ministra ignora o facto de que em Espanha não há exclusão de homens que tem sexo com homens como doadores e pela mesma razão que ao ler a diretivas européias que recomendam políticas adequadas, a entende como uma ordem inequívoca para excluir homossexuais.
É importante haver uma política séria de triagem de doadores de sangue. É essencial garantir a segurança das pessoas que recebem dádivas de sangue.
Mas tal não se faz com políticas baseadas em preconceitos e sem fundamentação científica real que analisa as variáveis necessárias.
João Paulo
PortugalGay.pt
O cientista fez um teste com uma rã para ver em que situações a rã saltava.
Colocou a rã numa caixa e disse “rã salta!”, e ela saltou.
Cortou uma perna à rã e a rã mesmo assim saltou quando comandada.
Cortou outra perna à rã e a rã mesmo assim saltou quando comandada.
Cortou a 3ª perna à rã e a rã mesmo assim saltou só com uma pernita quando o cientista disse “rã salta!”.
Finalmente cortou a 4ª perna à rã e mesmo repetindo múltiplas vezes “rã salta!”, a rã não saiu do sítio.
Conclusão do “cientista”: rã sem pernas não ouve.
Etiquetas: Activismo, Saúde
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26/5/2009 10:28
É possivel 'reajustar' a orientação sexual de alguém?
Comunicado
Tomada de Posição da Direcção da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica
Sobre Terapias para Mudar a Orientação Sexual
A Direcção da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica vem por este meio tomar uma posição pública face à recente discussão decorrente da reportagem publicada no Jornal Público de 2/5/2009 acerca da utilização de terapias de reorientação ou reconversão sexual.
Os estudos realizados em diversos campos, nomeadamente nos da História, Antropologia, Sociologia, Psicologia e da própria Medicina revelam que qualquer associação da homossexualidade com patologia é desprovida de sentido e desde 1973 que a Associação Americana de Psiquiatria, reconhecendo esta evidência, a retirou da sua lista de doenças mentais e passou a condenar explicitamente qualquer tentativa daquilo a que alguns chamam
reorientação ou reconversão . Duas décadas mais tarde, em 1992, a Organização Mundial de Saúde assumiu a mesma posição. Desta forma, a actual controvérsia parte de posições que contrariam claramente as directrizes da mesma Organização.
Assim:
A orientação sexual não heterossexual não é uma doença, perturbação ou síndroma clínico (APA, 1973). Não faz, portanto, sentido que técnicos de saúde mental usem para tratar a orientação sexual técnicas e procedimentos terapêuticos que visam melhorar a vida das pessoas e não servir convicções pessoais de cariz moral. Acresce que a utilização destes procedimentos indevidamente poderá agravar o sofrimento de quem procura ajuda por motivos associados à orientação sexual (Sandfort 2003).
É verdade que a orientação sexual não heterossexual está muitas vezes associada a sofrimento psicológico, exclusão social e familiar, bullying, efeitos da homofobia social, violência, discriminação profissional, heterossexismo e homofobia internalizada. De resto, os efeitos da homofobia fazem-se sentir em diferentes momentos do ciclo de vida e sobretudo nos períodos de transição psicológica e social, logo, de maior vulnerabilidade. Por isso mesmo, promover a adequação e diminuir o sofrimento pessoais, caso existam, de quem apresenta uma orientação homo ou bissexual, requer a mobilização de agentes educativos, cidadãos e técnicos para a luta por um sociedade mais justa, não discriminatória e não homofóbica.
Em termos especificamente profissionais, os técnicos de saúde mental, quando procurados, podem recorrer aos procedimento adequados para ajudar as pessoas não heterossexuais a aceitar de um modo pacífico a sua orientação sexual e/ou mesmo a assumi-la. Importante é salientar que caso um profissional de saúde mental não se sinta capacitado para intervir de acordo com as orientações clínicas e éticas internacionais, por dificuldades pessoais em face da situação ou falta de formação adequada, é seu dever encaminhar quem o procura para os serviços, técnicos ou associações que o podem fazer, sob pena de trair a confiança que em si foi depositada.
A Direcção da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica,
Pedro Nobre
Júlio Machado Vaz
Ana Carvalheira Santos
Jorge Cardoso
Patrícia Pascoal
Sandra Vilarinho
Tiago Reis Marques
Etiquetas: Saúde
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01/3/2009 20:52
Prémio Nobel da Genética Médica para Portugal
"A e B são gémeos. A é homossexual porque às n semanas no útero o seu cérebro não foi suficientemente masculinizado pela Testosterona ao contrário do seu irmão B que é heterossexual".
Nem mais.
O Telejornal de hoje da SIC revelou-nos uma descoberta extraordinária.
Etiquetas: Saúde
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07/11/2008 16:29
Transfofa - Mudar de sexo é grátis

Ainda há bem pouco tempo, escrevi um post sobre a maneira como os media amiúdas vezes falam/escrevem sobre transexualidade.
Bem pouco tempo depois, saíu uma reportagem no jornal 24 horas, um artigo que supostamente deveria ser centrado na cirurgia que uma transexual, a “primeira cantora transexual portuguesa” estava em vias de fazer.
A reportagem em si até nem estava mal, embora relegasse a transexual para segundo plano, remetendo-a para uma caixinha. Mas, se calhar numa tentativa de chocar muita gente e criar mais uma polémica, o título da dita reportagem era: “Serviço Nacional de Saúde comparicipa a 100 por cento das cirurgias - Mudar de sexo é grátis”.
Como seria de prever, a toda a gente que por várias razões necessita de ser operada e tem de pagar porque o estado não as comparticipa totalmente, esta notícia caiu muito mal. Claro que na sua mais que justa indignação, muitas vezes fruto de um total desconhecimento destas matérias, as pessoas têm tendência de passar ao lado do verdadeiro cerne da questão, subliminarmente influenciadas por títulos manipulados como neste caso.
E porque analiso eu as coisas desta maneira? Porque, e claro que isto não foi mencionado de forma nenhuma, o verdadeiro escândalo não é existirem cirurgias totalmente comparticipadas pelo estado, mas sim haverem cirurgias que não são totalmente comparticipadas. Isto é que é escandaloso num estado que apregoa que a saúde é um direito.
Ou seja, a mensagem subliminar consiste em fazer passar uma imagem de uma espécie de favoritismo em relação a uma classe (que por sinal até é bem conhecida por ser das que mais discriminação sofre quer a nível social quer a nível laboral) em detrimento de outras mais aceitáveis socialmente. Portanto, continuando a lógica subjacente (mas nunca explícita) deve-se cortar essa comparticipação total, nivelando toda a gente a uma suposta “igualdade”.
Este argumento cai logo pela base quando se pensa qual a igualdade entre um trabalhador que tenha de pagar, por exemplo, 5000€ por uma cirurgia e que ganhe o ordenado mínimo, comparando por exemplo, com um gestor de um banco que ganha muitos ordenados mínimos por mês.
Também é falso o argumento quando se pensa que a solução social para muita coisa será, não o descer o nível de quem vive melhor, mas sim subir o nível de quem vive pior. Ou seja, não é por causa de “uns” terem direito a certas coisas que “outros” não têm, que se deve cortar o direito a essas coisas, mas sim, alargar esse direito aos que não o têm. Muitos regimes ditos comunistas o fizeram, nivelando tudo por baixo, quando deviam era ter elevado os mais baixos,
como bem se sabe.
Está-se assim perante uma descarada tentativa de manipulação da opinião pública, escamoteando a verdadeira questão, fazendo parecer favorecida toda uma comunidade que como se sabe é na realidade das mais desfavorecidas.
Em seguimento, saiu uma outra peça na RTP1 de hoje, com o seguinte título: “Antigo membro dos Onda Choc submete-se a mudança de sexo”. No pouco que tem como parte escrita, começa logo com um total desrespeito à pessoa transexual feminina e que seria o tema principal da peça, mas que não é sequer mencionada, tratando-a como “O jovem de 26 anos”. No próprio dia em que essa pessoa realiza a sua CRS.
Mais uma vez, embora a peça até nem esteja nada mal (afirmações mais controversas serão da autoria das pessoas entrevistadas, como a deliciosa frase em que a homossexualidade pode ser confundida com transexualidade), se nota que o destaque dado no rodapé enquanto a peça era transmitida rezava o seguinte: “Mudança de sexo – cirurgia 100% comparticipada pelo Serviço Nacional de Saúde”. Pergunta: isto não faz lembrar nada? Mais uma vez uma tentativa de manipulação da opinião pública, mais uma vez escamoteando a verdadeira questão. Duas quase de seguida, com boas reportagens, mas com títulos ou rodapés tendenciosos da opinião pública. Será coincidência?
E ainda não se viu uma reportagem sobre o porquê, por exemplo, de ainda estar uma avaliação psicológica/psiquiátrica há seis anos à espera de vir de Coimbra para Lisboa. Nem se viu uma reportagem sobre os porquês da necessidade de uma lei de identidade de género em Portugal.
Curioso como a balança tem tendência de tombar sempre (ou quase) para um lado...
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15/11/2007 01:34
Sejam bem vindos ao Portugal profundo!...
Fui alertado há dias para o que estaria publicado na revista Visão... comprei a revista e pude ler o que se referiam. Mais concretamente na página 100, e com direito a fotografia, sublinhava-se as palavras de "Margarida Cordo, 46 anos, Terapeuta Familiar": "A homossexualidade é um complexo, um transtorno da identidade sexual. É uma doença e tem recuperação".
Algumas das pessoas com quem falei estavam escandalizadas, por ainda haver gente a pensar assim, mas eu, activista visível desde 2001, já ouvi tanta ignorância, que mais uma já não me faz mossa. Não faz a mim mas como activista sei que faz a muita gente! Como tive oportunidade de visitar a exposição de Leonardo Da Vinci aqui no Porto, pude recordar uma frase dele que aqui se ajusta lindamente. Dizia o senhor que há três tipos de cegos:
Os que não vêem! Os que tem que se mostrar, para verem! E os que não querem ver! Na nossa sociedade tem uns quantos pseudo-intelectuais, a quem por sinal se dá muito espaço de antena, que pararam no tempo e ainda devem pensar que o mundo é plano, e que se navegarmos sempre em frente acabamos por cair no abismo... com sorte talvez apanhemos uma viagem gratuita para Marte!
Este tipo de afirmação já "sacou", e continua a "sacar", dividendos de pais ainda pouco informados, que quando descobrem da homossexualidade (m/f) dos seus filhos, procuram alguns psicólogos, sem escrúplos, que com base nesta afirmação e outras do género, vão-se fazendo cobrar pelas consultas e até hipotéticas sessões de psicanálise. Mas a senhora vai mais longe e chama a minha atracção por pessoas do mesmo sexo, de "dependência", como se de um adito de qualquer vício nocivo á saúde física, psíquica e financeira se tratasse.
O reflexo deste tipo de comentários, publicados na imprensa, ajuda a fazer com que mentes que se esforçam para andar em frente (e tentam juntar as pontas do mundo a ver se ele fica mais redondo( se percam a certa altura porque uma Senhora Terapeuta diz tamanha alarvidade no século XXI, 32 anos depois de se ter desmistificado o assunto. Lamentável que ainda existam pessoas com responsabilidades, mais que não seja nas suas profissões, a pensarem como se pensava no tempo do electro-choque. Com sorte esta senhora trabalha para o Estado e andamos todos nós a pagar para ela ensinar e ou pôr em prática disparates do género.
João Paulo
PortugalGay.pt
Etiquetas: Saúde
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11/11/2007 16:59
Chatos que são... chatos
Pergunta em
Doenças Sexualmente Transmissíveis:
Eu acho que apanhei chatos. O que fazer?
Resposta:
Os chatos ao contrário do que se possa pensar são uma doença e eles mesmos podem originar outros problemas (e mesmo facilitar infecção por outras doenças), pelo que deve procurar um farmacêutico ou o seu médico de família que certamente lhe indicará um dos inúmeros medicamentos existentes no mercado, entre loções e champôs.
João Paulo
Editor
Etiquetas: Saúde
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04/11/2007 11:21
Verrugas, Condilomas...
Pergunta em
Condilomas / HPVtenho verrugas, mas n crescem e somente envolta dos pelos mas perto do meu penis, sera q é verruga sexualmente tranmissível ou outras?
Resposta
Condilomas: Zonas com pápulas, rosadas, em feitio de couve-flor, que crescem dentro da vagina, no pénis ou à volta do ânus, estas verrugas, ou condilomas, são transmissíveis por contacto sexual ou por outras formas e devem ser tratadas o mais cedo possível, pois maior são as probabilidades de sucesso do mesmo, e mais curta a duração do tratamento (e menores os incómodos).
Há outros tipos de verrugas que podem aparecer nos genitais e não são problemáticas, no entanto o risco de serem condilomas justifica que deve contactar o seu médico o quanto antes para fazer o despiste.
João Paulo
Editor
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02/11/2007 01:14
'Aborto' vs. 'Interrupção Voluntária da Gravidez' na Lei em Portugal
Na Lei em geral...http://www.pgdlisboa.pt/pgdl/leis/lei_main.phpUma pesquisa rápida na base de dados por "abort" tem como resultado 4 diplomas (1 deles sobre registo automóvel) ou 6 artigos.
Uma pesquisa rápida na base de dados por "interrupção voluntária da gravidez" tem como resultado 6 diplomas ou 11 artigos.
Uma pesquisa rápida na base de dados pela expressão exacta "interrupção da gravidez" tem como resultado 9 diplomas ou 7 artigos.
Uma pesquisa rápida na base de dados pela expressão exacta "aborto espontâneo" tem como resultado 1 diploma ou 2 artigos.
Uma pesquisa rápida na base de dados pela expressão exacta "aborto provocado" tem como resultado 0 diplomas e 0 artigos.
No Código PenalEm todo o texto do Código Penal a palavra "interrupção" é utilizada 7 vezes (no contexto de "interrupção voluntária da gravidez"), a palavra "aborto" (e variações como "aborte" e "abortar") é utilizada 9 vezes.
Nos títulos a palavra "aborto" é utilizada 2 vezes (artigos 140 e 141) e a palavra "interrupção" 1 vez (artigo 142).
Todos os artigos indicados foram incluídos na versão original do Código Penal 1995 com os mesmos títulos. No Código Penal 1982 os títulos eram "Aborto", "Aborto consentido" e "Aborto agravado". Em 1984 estes artigos foram alterados pela lei "Exclusão de ilicitude em alguns casos de interrupção voluntária da gravidez" e a expressão "interrupção voluntária e lícita da gravidez" é utilizada na regulamentação.
Lei 16/2007, de 17 de Abril - Interrupção Voluntária da GravidezAlém de aprovar as alterações ao código penal (artigo 142 acima) no seu artigo 1º regulamenta a aplicação do mesmo sempre sempre utilizada a expressão "interrupção voluntária da gravidez" nos seus outros 5 artigos regulamentares. Esta lei está em vigor.
Código do Trabalho (versão actual, após revisão de 27 de Agosto de 2007) É utilizada a expressão "aborto espontâneo" e feita referência ao artigo 142 do código penal (sem o descrever) para efeitos de Licença por maternidade e faltas.
Código Civil (versão actual, após revisão de 27 de Agosto de 2007) Não há referências a "aborto" e há várias referências a "interrupção da gravidez", referências essas definidas por uma lei de 1977.
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01/11/2007 19:48
Medicina Críptica
Não é nem dois os casos que temos de pessoas que nos contactam a pedir esclarecimentos sobre esta ou aquela doença, esclarecimentos que dizem
não entender dos médicos.
Ora nós, PortugalGay.pt, dentro dos nossos parcos conhecimentos não nos incomodamos de tentar esclarecer quem nos procura, mas certas situações requerem conhecimento exacto do que se fala, e como poderemos nós ter conhecimento de uma coisa que o nosso visitante não nos sabe explicar porque também não entendeu do seu medico o que era?
Assim aqui fica o pedido: os médicos são como os professores, se não entendem perguntem de novo, peçam para serem mais claros, para falarem a vossa linguagem, que será diferente de pessoa para pessoa. Se não entenderem á segunda perguntem de novo, tomem notas, peçam para escrever num papel, qualquer coisa, não esqueçam que é a
vossa saúde que está em causa e que quanto melhor vocês entenderem aquilo que vos afecta melhor podem seguir os conselhos médicos, e melhor saberão como responder a qualquer situação inesperada.
Caros vistantes façam valer os vossos direitos.
João Paulo
Editor
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21/10/2007 14:51
Prevenir transmissão HPV/Condilomas
Recebido em
DST: Condilomas/HPVPartilho o apartamento com mais pessoas. Que cuidados higiénicos deverei ter para evitar o contágio dessas pessoas?
Resposta:
A transmissão é feita por contacto pele com pele ou pelo com objecto contaminado, como tal os princípios são...
Não misturas a sua roupa interior com a dos outros.
Não usar a mesma toalha de banho,
Não ter sexo com eles (dependendo das áreas afectadas algumas actividades sexuais são seguras, outras não)
E acima de tudo ir ao seu medico, de urologia (se for no pénis) ou gastrenterologia, proctologia (estes dois estão muito próximos, um trata do estômago e dos intestinos, o outro do recto), ou ainda dermatologia, sendo que este último poderá encaminha-lo para uma das outras especialidades.
Pode-se e deve-se tratar os condilomas. O tratamento adequado depende do estado de evolução da doença, da zona afectada e dos meios de tratamento disponíveis.
Existem fármacos para eliminar o condiloma, tratamento por crioterapia (frio intenso) ou ainda por Laser. Cada um deles tem os seus prós e contras que podem ser esclarecidos por um profissional de saúde.
Grato pelo seu contacto, desejamos que vá o quanto antes ao seu médico que saberá concerteza encaminhá-lo, votos de melhoras.
João Paulo
Editor
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19/10/2007 10:35
Sexo Oral e VIH/SIDA
Pergunta
Gostaria de saber se numa situação de sexo oral entre dois homens e sem que haja ejaculação, é possível a transmsão do vírus? Obrigado!
Resposta
Sim e não...
Vejamos alguns dos homens tem lubrificação intensa, um líquido que é libertado durante o acto sexual (e muito antes da ejaculação) tipicamente em pequenas quantidades e com um aspecto semelhante à saliva (mas com odor e aroma diferentes). O "objectivo" desse líquido é lubrificar o exterior do pénis, no entanto também cria um canal de transmissão de doenças sexualmente transmissíveis por toda a uretra. Ou seja: possibilita a transmissão de doenças quer do "activo" para o "passivo" quer em sentido inverso.
Seja, se por ventura o parceiro que receber esse pénis tiver sangramento das gengivas, ou qualquer outra ferida (exposta) na boca, as probabilidades de infectar ou ser infectado são, obviamente, mais elevadas.
Contudo, não está ainda provado que, quem quer que seja em condições que não as descritas, com lubrificação normal e sem sangramentos, o vírus do VIH/SIDA se transmita via sexo oral do activo para o passivo (sendo que em sentido contrário a probabilidade ainda é menor).
Por outras palavras o sexo oral ainda vai sendo o acto sexual mais seguro em termos de VIH/SIDA.
Um conselho lhe damos, não se deve lavar os dentes imediatamente antes de ter sexo oral com ninguém, indiferente do sexo, precisamente para evitar que haja qualquer possibilidade de existir sangramento das gengivas, não deixe que haja ejaculação na sua boca e que, depois, use um elixir para lavar a boca para evitar a acumulação de eventuais resíduos.
Neste momento, data toda a informação disponível, é claro que o risco de transmissão do VIH/SIDA é muito reduzido.
No entanto há um risco muito real de transmissão de outras DSTs como a Gonorreia ou HPV (ver PortugalGay.PT DST), pelo que a utilização de um preservativo durante o sexo oral é recomendável para evitar contágios.
A transmissão do VIH/SIDA também é mais provável quando existem algumas outras doenças sexualmente transmissíveis que afectam as mucosas intervenientes.
As pessoas portadoras do VIH/SIDA também estão em maior risco de serem infectadas por outras DSTs e devem, portanto, tomar medidas de protecção adequadas.
João Paulo
Editor
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18/10/2007 19:11
Ajuda para o sexo
Pergunta
Olá! Tenho 35 anos e estou com um problema com a minha sexualidade, estou a sofrer de disfunção sexual. Vivo num meio que é impossivel falar de tal problema, ainda mais quando se é homossexual. Agradecia saber qual a especialidade médica para este caso e se me indicam um especialista caso conheçam algum. Pode ser em Lisboa ou em qualquer ponto do pais. Sem mais, deixo-vos com um abraço e um obrigado pela atenção prestada.
Resposta
Acredito que seja difícil de viver com isso e não poder compartilhar com ninguém,… não conhecemos nenhum especialista em particular, mas quanto á especialidade deve procurar um urologista para tratar das questões físicas de qualquer disfunção sexual (note-se que existem diversas "disfunções sexuais"... como não é muito específico estou a partir do princípio que tem "disfunção erectil").
Se a questão não foi física o urologista indicar-lhe-á o profissional de saúde adequado.
Votos das maiores felicidades,
João Paulo
Editor
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20/1/2007 17:50
Condilomas...
Recebido em
Doenças Sexualmente Transmissíveis HPV:
Sou homossexual, e tenho 20 anos. Ha poucos meses comecei a ter algumas hemorragias anais (rectorragias) e a ter dores no acto de evacuação. Quando as rectorragias aumentaram decidi procurar um médico - no serviço de urgências do hospital amadora sintra - onde me encaminharam para a cirurgia. Desnconfiava de hemorroidas e a quantidade hemática diaria perdida era grande o suficiente para me provocar um quadro anémico. Uma vez na cirurgia disseram q n se tratava de hemorroidas mas sim de um virus q nc tinha ouvido falar e q era incurável. Fiquei em pânico. Soube logo a seguir q se tratava de uma doença vénera. E logo eu, q apenas tive 2 parceiros sexuais até hoje. Marcaram-me uma consulta para MAIO em protcologia - procurei ajuda em dezembro! - e a minha pergunta é se posso continuar até lá assim! De facto as lesões estão a regredir, contudo apareceu-me outra no escrto e tenho muito receio q não parem de surgir novas lesões. Q faço? dirijo-me novamente às urgências para me dizerem q n podem fazer nada ali?
Resposta
Os sintomas e a sua descrição são coerentes com uma infecção pelo HPV que origina os condilomas. Pelo que indica o sangramento poderá ter origem na deslocação das lesões durante o acto de evacuação que origina feridas locais.
Note-se que cerca de 75% da população em geral já foi em algum momento da sua via infectada pelo HPV. Como no caso das mulheres está provado que a infecção pelo HPV aumenta as probabilidades de cancro do colo do útero tem havido alguma investigação nesta área e é possível, neste momento, vacinar (por 500 EUR em Portugal) os jovens para tentar controlar a dissiminação deste virus.
Relembro que há muitos casos em que o vírus não origina condilomas razão pela qual é tão complicada a sua detecção. Você pode ter sido infectado por uma pessoa que não tinha a mínima razão para suspeitar que tinha HPV.
Quanto ao tratamento, não há grandes alternativas: ou opta por um médico particular (o que deveria ser uma alternativa para controlar a situação no imediato, estamos a falar de 30 a 100 euros por uma consulta que lhe poderá dar muita paz de espírito) ou irá ter de minorar os efeitos dos condilomas até ser atendido no sistema público.
Em algumas pessoas os condilomas regridem naturalmente sem que os médicos saibam explicar exactamente porquê.
Infelizmente não há muito mais que eu, como não-médico, lhe possa dizer neste momento.
João Paulo
Editor
Etiquetas: Saúde
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09/10/2006 12:03
Namorado VIH+
Recebido em http://portugalgay.pt/assumir/
Tocando agora num assunto mais sério: Conheci aqui há um tempo atrás um rapaz meigo, simpático super carinhoso mas, há um mês contou-me que tem VIH.
Obviamente que foi um choque para mim porque não é todos dias que a pessoa que está ao nosso lado e por quem temos um carinho especial tem VIH.
Não demonstrei qualquer ressentimento mas a verdade é que ás vezes não me sinto à vontade e não sei muito bem o que fazer.
Não o quero magoar mas o medo que dentro de mim está também é muito grande.
Gostava que alguém me pudesse aconselhar.
Obrigado.
Resposta
Obrigado pelo seu mail antes de mais.
Depois a sua atitude não podia ter sido melhor, portou-se como de certo muitos outros gostariam que os seus companheiros/as se portassem perante uma noticia dessas.
Deve compreender que para ele também deve ter sido muito difícil guardar o segredo e agora ter-lhe contado, e por isso ter tido da sua parte uma postura de aceitação, embora o choque seja a meu ver inevitável, é o melhor presente que alguém que ama alguém pode receber.
Ele estará a tentar reiniciar a sua vida também ele depois do choque de ter recebido a notícia de que era positivo e esta a tentar essa tarefa ao seu lado.
Penso que não tem muito conselho que lhe possa dar, que você já não tenha conhecimento e ele mesmo, se calhar isto até deveria ser um assunto que deveria falar com ele.
Sexo já sabe que será para todo o sempre (a menos que a desejada cura surja entretanto, e enquanto há vida há esperança), será com preservativo, isto no que respeita a penetrações anais. Quanto ao sexo oral desde que não existam secreções poderá ser sem protecção, NUNCA lavar a boca com escova dos dentes imediatamente antes do sexo nem imediatamente depois, poderá ferir a gengiva e dessa forma deixar uma porta aberta para a infecção, bocheche com um elixir se pretender ter uma boca mais fresca. Quanto ao resto do convívio, cobram-se de beijos, durmam, comam, bebam, e vivam juntos porque esse “bichinho” mau chamado VIH não tem assim tanta força, digo eu!
João Paulo
Editor
Etiquetas: Famílias, Media, Saúde
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18/6/2006 16:31
Sangue

Semana de 28 DE JUNHO 2006
TODOS/AS AOS BANCOS DE SANGUE!
O EMPURRÃO QUE FALTA
PARA ACABAR DE VEZ
COM A DISCRIMINAÇÃO
Panteras Rosa
http://www.panterasrosa.blogspot.com/O Instituto Português do Sangue anunciou há tempos a alteração das regras que há décadas discriminam os dadores homossexuais masculinos sem outro critério que não o do preconceito. O tempo passa, porém, e o processo arrasta-se, tal como nada mudou nas práticas do centros de recolha de sangue.
Face à lentidão e às contradições do processo de eliminação da discriminação de homossexuais nas regras de doação de sangue, as Panteras Rosa propõem, na semana em que se celebra o 28 de Junho - Dia Mundial da Libertação LGBT - em quase todo o mundo, que toda a comunidade LGBT portuguesa e simpatizantes se dirija aos centros de recolha de sangue mais próximos para tentar fazer valer o direito à doação.
As Panteras Rosa apelam a toda a população Lésbica, Gay, Bissexual, Transsexual e heterossexuais que tenham tido relações com parceir@s LGBT nas várias zonas do país que tentem fazer uma doação, não escondendo no preenchimento do questionário as práticas homossexuais ou práticas com parceiros LGBT; a) em caso de recusa da doação, solicitando e deixando registo no livro amarelo (de reclamações); b) se recolhido sangue, exigindo uma notificação escrita sobre o destino final do sangue doado; c) e dando em qualquer caso conhecimento da tentativa e do seu resultado ao nosso movimento através do e-mail
panteras.rosas@sapo.pt.
Com os dados recolhidos, pretendemos divulgar informação pública sobre a disparidade e o preconceito das práticas hoje assumidas pelos centros de recolha de sangue a nível nacional face à população LGBT , e pressionar decisivamente o IPS e os responsáveis políticos para a eliminação desta discriminação inaceitável, que constitui aliás um problema de saúde pública para a população em geral, transmite mensagens de prevenção erradas e prejudica o stock de sangue disponível nos hospitais ao excluir muitos milhares de potenciais dadores.
Semana de 28 DE JUNHO 2006
TODOS/AS AOS BANCOS DE SANGUE!
O EMPURRÃO QUE FALTA
PARA ACABAR DE VEZ
COM A DISCRIMINAÇÃO
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24/4/2006 18:31
Chato é Chato...
Recebido em
Doenças Sexualmente Transmissíveis
não tive algum tipo de contact sexual e verifiquei que existiam alguns "piolhos" no meu corpo em redor ao meu orgão sexual nos meus pelos pubicos...
como posso ter apanhado este tipo de parasita!!
???
tera sido numa simples toalha da residencial onde vivo!
?
o que posso fazer para me ver livre desdes visitantes indesejados!!
sinto alguns complexos em me dirigir a uma farmacia e comprar e essas loções,,, o simples banho de imersao com agua bem quente e uma boa dose de sabao ou sais de banho nao me resolvem o problema...
agradecia se me pudessem ajudar
muito obrigado...
Resposta:
Tal como outras DSTs, os parasitas vulgalmente conhecidos como "chatos" podem ser transmitidos em situações não-sexuais. Partilha de toalhas, lençois, etc... são alguns dos exemplos.
Mas quanto à farmácia, não tem alternativa. Tem mesmo de ir a uma... não há tratamento "doméstico" que resolva a situação. Pode é procurar uma farmácia longe de onde vive para evitar constrangimentos, mas relembro que os farmacêuticos estão habituados a lidar com estas situações e, por norma, são discretos e eficazes.
João Paulo
Editor
Etiquetas: Saúde
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20/4/2006 21:18
Preservativo Feminino
Recebido em
Doenças Sexualmente Transmissíveisgostaria de ver fotos do preservativo feminino
Resposta:
Existem várias fotos disponíveis on-line.
Um artigo interessante está na "Gazeta Paulo da Gama-Junho 2002" desta escola EB23.
Uma nota apenas: ao contrário do que é dito no texto, o preservativo feminino não é feito em latex mas sim em poliuretano (espécie de plástico que passou substituir, por exemplo, as luvas de latex em algumas situações).
João Paulo
Editor
Etiquetas: Saúde
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19/4/2006 14:14
Medicação para Herpes Vaginal
Recebido em
Doenças Sexualmente Transmissíveis:
eu gostava de saber se posso ir a uma farmacia e comprar a medicação para o herpes vaginal??? ou tenho k ir ao medico de familia???
Resposta:
Em principio as medicações tem características diferentes, e princípios activos também eles diferentes, podendo mesmo haver diferentes medicação com diferentes princípios activos para uma mesma doença, ou infecção. É preciso ter também em conta o nível da infecção e a pessoa a quem a mesma vai ser ministrada.
Penso que deve sem demoras consultar o seu medico assistente ou um ginecologista, afim de este a medicar de acordo com o seu caso particular.
Isto aplica-se às DSTs em geral, normalmente um farmacêutico não pode resolver o assunto por si só.
Obrigado pelo seu contacto!
Etiquetas: Saúde
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29/3/2006 14:34
Notificação Obrigatória
Recebido em
Notícias - SIDA: Ministério da saúde corrige notificação da sida
Existe ou não o dever de informar o(a) parceiro(a) (Partener Notification) da existência de qualquer doença infecciosa, designadamente de qualquer uma das Infecções Sexualmente Transmissíveis - IST?
E por parte de quem, do parceiro(a), do médico de família e/ou do médico de saúde pública?
Resposta
Um questão pertinente, mas que é mais do foro pessoal/moral que do público/legislativo.
A notícia fala no sentido de quando qualquer médico tem conhecimento de que um seu paciente esta infectado com HIV+ o clínico é obrigado a notificar o serviço nacional de saúde através de um formulário anónimo.
Quanto ao facto de um dos elementos numa relação sexual estar infectado com qualquer doença sexualmente transmissível, a questão é mais complicada.
Se um dos elementos esta infectado com VIH/SIDA, e tem sexo com preservativo, e até se trata de um encontro esporádico, uma vez que o infectado se protegeu não tem por lei que estar a divulgar o seu estado serológico. Contudo se sabe que está infectado(a) e tem relações sem protecção isso é punido por lei, pois trata-se de um crime de propagação de doença contagiosa.
Isto é o que sabemos sobre o assunto de momento.
Etiquetas: Saúde
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28/3/2006 13:36
O Sangue Homossexual (Masculino)
Finalmente o
IPS resolveu cancelar a política que proibia a doação por "homens que tivessem tido sexo como homens".
Mas ainda há muita gente que considera a política antiga não discriminatória... baseados na ideia que
estatisticamente um homem que tem sexo com homens tem maior probabilidade de ser seropositivo.
Vamos então falar de estatísticas.
Segundo os últimos dados (referentes a 31 de Dezembro de 2005) disponíveis no site Sida.pt:
Encontram-se notificados 28 370 casos de infecção VIH / SIDA nos diferentes estadios de infecção.
A análise, segundo os principais aspectos epidemiológicos, clínicos e virológicos é apresentada separadamente para cada estadio da infecção, por corresponder a situações distintas. Como elemento comum a todos os estadios, verifica-se que o maior número de casos notificados (“casos acumulados”) corresponde a infecção em indivíduos referindo consumo de drogas por via endovenosa ou “toxicodependentes”, constituindo 46,1% (13 085 / 28 370) de todas as notificações.
O número de casos associados à infecção por transmissão sexual (heterossexual) representa o segundo grupo com 36,3% dos registos e a transmissão sexual (homossexual masculina) apresenta 11,7% dos casos; as restantes formas de transmissão correspondem a 5,9% do total. Os casos notificados de infecção VIH /SIDA, que referem como forma provável de infecção a transmissão sexual
(heterossexual), apresentam uma tendência evolutiva crescente importante. No segundo semestre de 2005, a categoria de transmissão “heterossexual” regista 52,7% dos casos notificados (PA, Sintomáticos não-SIDA e SIDA).
Isto são dados notificados
desde sempre. A infecção nos primeiros anos foi marcada por uma maioria de transmissões homossexuais, depois houve uma quebra acentuada destas situações que levou a estes resultados acumulados. Infelizmente os dados mais recentes apresentam um cenário em que as transmissões por via homossexual voltaram a aumentar situando-se perto da média acumulada... ainda há muito trabalho a fazer nesta área.
Outros estudos apontam para entre 5 a 10% da população seja homossexual.
O problema é que ser "homossexual" e ser "homem que teve sexo com homens" não são sinónimos... antes pelo contrário. Os estudos efectuados nesta área apresentam percentagens muito mais elevadas de "homens que tiveram sexo com homens" do que "homossexuais"... os valores chegam a 70% do número de homens. E é aqui que a estatística estraga a política anterior do IPS.
Mas falemos de outras estatísticas do VIH/SIDA:
40% dos casos notificados são de pessoas entre os 25 e 34 anos.
Pela lógica então estas pessoas deveriam também ser eficazmente proibidas de doar sangue, e no entanto isto não passou na cabecinha dos senhores do IPS.
Quanto ao exemplo dos EUA, basta ver
esta notícia para perceber como a histeria está muito acima de princípios científicos naquele país quando se fala de VIH/SIDA.
Etiquetas: Activismo, Saúde
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12/3/2006 00:41
Molusco não tão contagioso...
Recebido em
DST - Molusco Contagioso:
O Molusco [Contagioso] pode ser transmitido para humanos por via de cães e gatos?
Resposta:
A transmissão da doença ocorre no contacto directo com pessoas contaminadas.
Atinge preferencialmente as crianças, faixa etária na qual é muito frequente, mas também pode atingir adultos principalmente em áreas de pele mais fina.
Que se saiba não há transmissão entre animais e humanos.
Um Abraço
Maria José Campos
Etiquetas: Saúde
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10/3/2006 11:50
Bolhas, Verrugas e outras maleitas
Recebido em
DSTs: Condilomas e HPV:
... Bom , depois de ver as fotos!
Surgiu uma dúvida, será que estas verrugas podem ser como, uma bolha de aproximadamente 2mm de largura e altura as vezes menor , sendo apresentadas na região pélvica?
OBS: A aparencia é de uma queimadura de cigarro, quando forma uma bolha, mas só que bem menor e sem água, aparentemente lisa.
Resposta:
Um dos "problemas" com as DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis) é que o seu diagnóstico não é trivial, muito menos "à distância". Por exemplo a situação que indica pode ser consequência de uma DST (pela discrição não são condilomas) mas pode ser também consequência de outra situações como, por exemplo, um fungo.
Mas qualquer que seja a situação, uma coisa é certa: apenas um médico (ou outro profissional de saúde) é que pode fazer o diagnóstico e, principalmente, indicar qual o tratamento adequado. E em praticamente todas as DSTs um tratamento realizado pouco depois de detectada a infecção é muito mais simples do que "deixando andar".
Resumindo: se tem suspeita de uma DST dirija-se a um profissional de saúde (em muitos casos os farmaceuticos podem ajudar) assim que possível. Desta forma vai:
* evitar o stress de não saber o que se passa,
* se é realmente uma DST evitar o contágio de outras pessoas,
* o tratamento será certamente bem mais simples e económico
* alguns dos sintomas das DSTs podem ser indício de situações complicadas, a sua detecção rápida pode fazer a diferença
João Paulo
Editor
Etiquetas: Saúde
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02/3/2006 16:07
Cura da Hepatite C?
Recebido em
Doenças Sexualmente Transmissíveis:
Fiz um tratamento para Hepatite C durante 20 semanas.
O meu médico disse-me que estava curada.
É possível?
Resposta:
Tal como indicado na página sobre Hepatites há tratamento para a Hepatite C. Tamém é indicado que esse tratamento só é completamente eficaz em 20% das pessoas.
Tendo em conta o seu testemunho você faz parte desses 20% de pessoas que ficaram completamente curadas da Hepatite C.
João Paulo
Editor
Etiquetas: Saúde
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14/1/2006 12:33
Condilomas e Hospital
Recebido em
DSTs: Condilomaseu tenho condilomas entre a vagina e o anos ja fui ao hospital e a medica diz que nao é muito grave, mas os condilomas estão a crescer e tou a ter algumas dores tou muito xateada
Resposta:
Antes de mais deve procurar a opinião de outro médico e obter uma declaração escrita do mesmo. Se confirmar que está com Condilomas deve denunciar o caso à administração do hospital, por escrito, e para o ministério da saúde.
Os Condilomas além de poderem trazer complicações graves se não forem tratados rapidamente são transmissíveis a terceiros. Para piorar a situação, quanto mais cedo forem tratados mais simples é o tratamento (e isto tem consequências quer para as contas do hospital, quer para o bem estar do doente).
É uma questão de respeito por si pela sua vida e pela vida de quem se relaciona consigo que os mesmos sejam tratados rapidamente.
João Paulo
Editor
Etiquetas: Saúde
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06/1/2006 23:58
Pediculose Púbica
Pergunta em
Escabiose e Pediculose PubianaComo se transmite a pediculose púbica
Resposta:
A resposta à sua pergunta está na página que visitou... e passo a citar:
Como se transmitem?
São normalmente transmitidos durante as relações sexuais. Podem tambem ser apanhados ao partilhar roupa, cama, mobília antiga forrada ou acolchoada, almofadas ou toalhas que tenham sido usados por uma pessoa infectada.
João Paulo
Editor
Etiquetas: Saúde
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03/1/2006 12:12
Língua Branca e SIDA
Recebido em
Perguntas e Respostas sobre o VIH/SIDA:
boa tarde eu gostaria de saber se uma pessoa contaminada com o virus do hiv fica com a alingua branca visto que nao apresento sintomas algum pois eu fiz um teste de despistagem por volta do mes de novembro e que este deu negativo pois gostaria de saber se os sintomas aparecem ate um mes da comtaninaçao um muito obrigado e um bom fim de ano
Resposta:
Estar infectado pelo HIV não significa que vamos ficar com a língua branca ou com a cara cheia de borbulhas, o vírus não tem qualquer manifestação física facilmente reconhecível. Algumas pessoas têm sintomas semelhantes a gripe poucos dias depois da infecção mas isto não acontece com todas as pessoas além de que não é possível distinguir esta situação da comum gripe.
Quando se tem actos de risco o que se deve fazer e ter em conta quando os mesmo aconteceram e procurar dai a três meses fazer o teste de despistagem, num dos centros de rastreio anónimos e gratuitos existentes pelo país.
Se por ventura o tom esbranquiçado da sua língua não é normal deve isso sim contactar o seu médico de família, pois poderá ter a ver com outro tipo de patologias de resolução bem mais simples que o VIH/SIDA.
Desejamos ter respondido à sua questão e votos das maiores felicidades para 2006.
João Paulo
Editor
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30/12/2005 20:33
Pílula e VIH/SIDA
Recebido nesta secção
uma rapariga que tenha relacoes sexuais como seu namorado que nao use o perservativo, so algumas vezes, e que tome sempre a pilula tem garndes possibilidades de ficar infetada pelo virus da sida?
Resposta
Ponto 1: tomar ou não a pílula não aquece nem arrefece em termos de doenças sexualmente transmissíveis. Ou seja: a possibilidade de uma mulher ser infectada pelo VIH/SIDA é a mesma quer tome ou não tome a pílula.
Ponto 2: Uma mulher que tenha sexo sem preservativo com um homem infectado corre um risco muito elevado de contágio.
Ponto 3: Não é possível saber se alguém está ou não infectado pelo
VIH/SIDA apenas pelo aspecto exterior dessa pessoa. A esmagadora maioria das pessoas infectadas pelo VIH/SIDA tem um aspecto saudável e elas próprias não sabem que estão infectadas. A única forma de saber se alguém está infectado é através de uma análise ao sangue. Existe uma rede de centros públicos que fazem testes anónimos e gratuitos a qualquer pessoa, a lista está disponível aqui.
João Paulo
Editor
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28/12/2005 12:33
O Sangue da Virgindade (Feminina)
Pergunta:
porque é que quando se perde a virgindade deita-se sangue??
Resposta:
Cara/o Utilizador/a
Após alguma pesquisa na Internet eis as minhas conclusões:
Os rapazes (e muitas outras pessoas) pensam que toda mulher deve sangrar na primeira relação sexual. Como em muitas outras crenças infundadas esta situação não é assim tão óbvia e omnipresente.
O sangramento comunamente associado à perda de virgindade por parte da mulher é consequência de rompimento do "hímen", uma espécie de aba de pele na vagina da mulher que ao ser rompida sangra. Mas como é óbvio a mulher antes de ter relações sexuais já usava a vagina para outras necessidades biológicas, e o hímen não é uma placa uniforme, mas sim uma aba com um orifício.
O sangramento não é indício de virgindade porque características do hímen como o tamanho do orifício e a própria resistência do hímen variam de mulher para mulher. Existem mulheres com o chamado "hímen complacente" que só deverão perdê-lo num parto normal.
Por outro lado, toda mulher que tiver sexo contra a sua efectiva vontade e sem lubrificação, pode correr o risco de se magoar e de lesionar a vagina. Portanto, até mesmo aquela mulher que já tem sexo à anos, pode sangrar numa prática sexual.
Outra ideia comum entre os homens é achar que a vagina deverá estar apertada numa rapariga virgem (curiosamente a mesma ideia parece se aplicar noutro contexto no caso do anús). Toda mulher que tiver medo ou estiver sem vontade deverá contrair a musculatura pélvica. Com isso, o canal vaginal fica apertado e de difícil penetração do pénis. Como, geralmente as jovens virgens estão tensas, com medo de engravidar e com receio da dor, a contracção vaginal é ainda maior.
No entanto, outras jovens, virgens podem estar tranquilas na primeira vez permitindo com que a primeira vez seja acompanhada de prazer.
João Paulo
Editor
Etiquetas: Saúde
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17/11/2005 15:54
Como descobrir o HPV
Recebido em
Condilomas / HPVComo saber se tenho o vírus ou não, ainda que não se manifestem os codilomas visivelmente?
Resposta
A melhor forma de saber o que se passa é falar com o seu medico assitente que lhe poderá indicar quais as formas de resolver a sua questão.
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17/10/2005 16:03
Condilomas...
Pergunta em
Doenças Sexualmente Transmissíveis:
Fiquei sem perceber se os condiloms também podem existir no recto e em caso afimativo de que forma os sintomas diferem das hemorróidas, por exemplo.
Por outro lado que especialidade médica é que trata esses condilomas.
Existem riscos de contaminação sistémica (SNC, LCR, coração, fígado, etc)?
Existe algum antiviral no combate ao HPV?
Resposta:
Infelizmente não sou médico e como tal não tenho capacidade para lhe responder em detalhe. Fica aqui o que sei:
-Tal como é dito na página acima os condilomas podem aparecer no recto. Ao contrário das hemorróidas os condilomas são tipicamente indolores: a razão para originarem queixas é pela fricção e pela tensão adicional na base dos mesmos. As hemorróidas são basicamente bolsas de sangue, os condilomas pelo contrário têm uma consistência semelhante ao restante tecido da zona.
-Existem duas especialidades: dermatologia que trata os condilomas em geral e a proctologia que trata os condilomas no recto (os condilomas podem aparecer quer na parte exterior quer no interior do anus).
-Não tenho qualquer conhecimento da influência do HPV noutras áreas do corpo que não sejam a pele e mucosas (anus, vagina, útero, etc.).
-É possível o tratamento recorrendo a medicação antiviral, no entanto essa decisão não é linear e depende de diversos factores que devem ser ponderados pelo médico.
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04/10/2005 19:49
Dor nos Testículos?
Pergunta:
Consultei este vosso sitio de informação e só tenho a dizer que é pena não haver muita informação sobre esta matéria. mas não foi em vão que consultei o vosso site, há cerca de 4 dias atrás, ao iniciar um passeio de bicicleta, ainda não sei como, sentei-me em cima do testículo esquerdo. na altura apenas foi uma dôr ligeira, mas de há 2 dias para cá, que noto um visível inchaço e dor nesse testículo esquerdo; o mais esquisito é que por vezes também me dói a bexiga e urino com mais frequência. será que me podem ajudar...??? dando-me um esclarecimento ou aconselhando-me que tipo de especialista devo consultar. obrigado e aguardo a vossa resposta.
miguel c.
Resposta:
Deve consultar um urologista antes que a situação evolua para algo mais complicado.
João Paulo
Editor
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01/10/2005 10:55
Cirrose Hepática
Pergunta em
Doenças Sexualmente Transmissíveis:
O meu pai morreu a pouco tempo com cirrose hepatica. gostava de saber o que isso é? se me podessem ajudar agradecia.
anonima
Resposta
Após consultar uma Enciclopédia Médica:
Cirrose hepática:
Doença do fígado causada por lesão crónica das suas células.
Cicatrizes fibrosas internas vão alterando progressivamente a estrutura normal do fígado. As células sobreviventes multiplicam-se e formam nódulos de regeneração. Devido ao facto de estes nódulos não serem adequadamente irrigados pelo sangue, o funcionamento do fígado deteriora-se gradualmente e deixa de ser capaz, por exemplo, de remover eficazmente as substancias tóxicas do sangue. A deformação e fibrose do fígado levam à hipertensão portal, a qual pode causar complicações graves.
- em Portugal um em cada 2000 habitantes morre anualmente em resultado directo de doença crónica do fígado e cirrose, correspondendo a cerca de 5000 mortes por ano. O consumo excessivo de álcool é a causa mais frequente de cirrose nos países desenvolvidos -
Nota: como se pode ver pela estatísta apresentada a cirrose hepática não é, pelo menos na maioria dos casos, uma doença relacionada com relações sexuais
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27/9/2005 11:02
Distribuição Medicação VIH/SIDA a estrangeiros
Pergunta:
Eu quero saber como é a distribuição de remedios aos portadores de HIV , porque sou soropositivo e desejo ir para Portugal sou do Brasil só que a grande barreira é saber se há distribuição gratuita dos remedios aos portadores de hiv . Aqui no Brasil a distribuição é gratuita o custo dos remédios é autíssimo. Quero saber como é aí em Portugal
Resposta:
Em Portugal os medicamentos necessários ao tratamento do VIH/SIDA são 100% gratuitos e entregues apenas nos hospitais (o custo é altíssimo, mas é impossível comprá-los legamente onde quer que seja), sendo que os seropositivos devem comparecer nas consultas no Hospital de forma a serem monitorizados e receberem a medicação respectiva.
Não sei é como será o facto de você vir para Portugal, mas sei se terá de trazer alguma carta de um médico seu de forma a transferir a sua ficha para o hospital da área onde vai viver em Portugal.
Em primeiro lugar deve se informar junto da embaixada de Portugal principalmente no que toca ao acesso ao sistema de saúde (não é preciso especificar a situação de ser seropositivo) por estrangeiros em Portugal.
Depois deve contactar o Hospital da área onde vai viver para saber qual a forma de garantir a continuidade da sua medicação (se for o caso).
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26/9/2005 19:37
Agulhas na praia e VIH/SIDA
Pergunta:
piquei-me numa agulha que estáva na areia da praia.disseram-me que o vírus morre passados alguns minutos.queria saber se esta afirmação é verdadeira.obrigado
Resposta:
É verdade que vírus em contacto com o ar morre após muito pouco tempo, no entanto o vírus que está no sangue dentro da agulha pode ficar activo durante muito mais tempo (pois não está em contacto directo com o ar).
Contudo esta não deveria ser a sua preocupação principal. Deve procurar um médico uma vez que se a agulha estava perdida na praia, poderá ter muitos outros tipos de vírus e/ou infecções que podem ter consequências graves e que devem sempre ser tratadas atempadamente.
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21/8/2005 18:13
Como o VIH se reproduz
Pergunta em:
Perguntas e Respostas sobre o VIH/SIDA
- VIH - A Ciência
Bom eu acho que vocês deviam clocar nesta página que é muito importante para pesquisas, o link:
Como o virus se reproduz.
Tirando isso a página satisfez, todas as minhas necessidades sobre a minha pesquisa!
Vocês estão de prabéns!!!
Resposta:
Como se reproduz
O VIH reproduz-se (i.e. multiplica-se) como qualquer outro virus...
"Os vírus capturam as células como reféns, usando-as para fazer cópias de si mesmos. Quando estas novas cópias do vírus saem da célula hospedeira danificam-nas e, geralmente, destroem-nas." (este parágrafo está na página indicada)
No caso do VIH as células utilizadas são precisamente as que era suposto protegerem o corpo do VIH.
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